ARLA/CLUSTER: Antenas...Novo debate

Pedro Redondo ct1hzu gmail.com
Sábado, 24 de Julho de 2010 - 09:16:16 WEST


Colega Miguel,

Como referi na minha última intervenção, a ideia é excelente. Falo por mim,
mas estou em crer que muitos OMs também estariam na disposição de
participar.

Como os aparelhos de medida que tenho por aqui são os que qualquer
radioamador tem, penso que não serão uma mais-valia, no entanto,
disponibilizo-me no que estiver ao meu alcance para ajudar na organização do
workshop.

Creio que a ideia poderá amadurecer por esta via, mas estou certo que quando
se realizar, irá ser bastante proveitosa no que toca à assimilação de
conhecimentos. E, com eles quiçá, um melhor desenvolvimento de sistemas
irradiantes.

73's de
Pedro, CT1HZU

2010/7/24 Miguel Pelicano <miguel.pelicano  gmail.com>

> Bom, isto está a ficar um bocadinho confuso...
>
> A realização do workshop seria útil para clarificar alguns conceitos
> que estão a ser "atropelados", e, está visto, não consigo passar
> ideias através da escrita. O assunto é complexo e exige bastantes
> elementos gráficos e experimentais.
> Antenas e propagação guiada é uma das minhas paixões antigas, cheguei
> a dar aulas em cursos universitários e fui projectista de sistemas
> radiantes.
> Actualmente (a vida dá muitas voltas!), entre outras coisas, estou
> ligado ao Centro de Formação Profissional do IEFP de Évora. Estou a
> montar um pequeno laboratório de antenas, linhas de transmissão e
> guias de onda.
>
> NOTA: quando se fala em linhas de transmissão englobam-se os
> dispositivos balanceados (linha paralela) e os não-balanceados
> (coaxial).
>
> Podíamos começar por falar em impedância, o elemento RLC, impedância
> distribuída ao longo da linha, distribuição de tensão e corrente, a
> Carta de Smith, projectar Stubs utilizando a Carta de Smith, verificar
> na prática o que acontece na linha, a onda incidente e reflectida, a
> Relação de Ondas Estacionárias.
> Falávamos também no deciBell, nas perdas de inserção e de retorno, no
> acopulador direccional, etc, etc.
>
> Percebíamos o funcionamento do elemento radiante, dum conjunto de
> elementos radiantes (array), da polarização (linear e circular),
> fasadores, do diagrama de radiação nos dois planos (E e H),da
> dificuldade de determinarmos na prática o diagrama de radiação, etc,
> etc.
>
> Há alguns equipamentos de laboratório, alguns colegas, estou certo,
> não se importavam de se "juntar à festa" com outros equipamentos de
> medida, exemplos de antenas, e por aí em diante.
>
> Enfim, seria um encontro desempoeirado!!! E calmo, estamos no Alentejo!!!!
> hihi
>
> Fica a ideia.
>
> 73, Miguel
> CT1BYM
> IM68bn
>
> 2010/7/24 Renato Encarnação <ct7abr  gmail.com>:
> > Boas, colegas
> >
> > No meu entender, o ponto de 0 volts é simplesmente teorico, porque isso
>> > aconteceria se as pontas de cada braço de quarto de onda do dipolo
> > estivessem juntas, ou seja, seria um curto-circuito!
> >
> > Naturalmente como o colega Matias disse e muito bem, o ponto central do
> > sistema estará no transformador de saida do radio, pelo que estaremos a
> > forçar a malha do cabo coaxial a trabalhar em equilibrio com o condutor
> > "vivo", pelo que tambem servirá como antena.
> >
> > O segredo de um cabo coaxial, segundo li nalgum lado, são as correntes de
> > malha anularem as correntes de vivo por oposição de fase, mas a tensão da
> > malha é sempre fixa e considerada igual à da massa (0 volts), dai
> estarmos a
> > trabalhar num sistema desbalanceado ou em modo comum. Quando precisamos
> de
> > excitar um dipolo as correntes de excitação têm de estar em oposição de
> > fase, mas as tensões tambem. Dai precisarmos de um balun.
> >
> > O facto de alimentarmos uma antena com coaxial e metermos uma ferrite
> para
> > cortar a radiação do cabo serve para meter uma indutancia na malha, e
> serve
> > simplesmente como choque de RF. Nada como um balun bem feito.
> >
> > Ora esse ponto de 0 volts ja existirá no balun, mas nunca na antena.
> >
> > Colegas, isto é simplesmente o meu entendimento. Corrigam-me se
> necessário.
> >
> > 2010/7/24 CR7ABP <cr7abp  gmail.com>
> >>
> >>  Pois, mas aí caímos na situação de na analogia do transformador termos
> no
> >> enrolamento secundário:
> >>
> >> 1º enrolamento/resistência/0V/2º enrolamento
> >>
> >> Sendo os 0V no ponto em que ligamos a malha e o condutor central do
> >> coaxial ligado entre o 1º enrolamento e a resistência, daí os problemas
> que
> >> causa por estarmos a forçar o ponto 0V no local electricamente "não
> >> natural".
> >>
> >> As correntes que fluem entre o ponto de 0V forçados pelo cabo e o ponto
> de
> >> 0V eléctricos da antena serão as que irão escoar pelo cabo e causar a
> >> radiação no cabo.
> >>
> >> Interpretei bem?
> >>
> >> 73!
> >>
> >> On 23-07-2010 22:42, Antonio Matias wrote:
> >>>
> >>> Eureka...
> >>> e quando não há balun?
> >>> quando a baixada é um coaxial directo ao radio?
> >>> A tal tomada central, 0 volts, está no centro do enrolamento, da bobine
> >>> do transformadores nariz-de-porco do PA do transceptor.
> >>> Por isso, o cabo começa a fazer da antena.
> >>>
> >>>
> >>
> >> =-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-
> >> Pedro Ribeiro
> >> Indicativo: CR7ABP
> >> QTH: São Francisco, Alcochete
> >> GRID LOC: IM58MR
> >> ** Limitado a RX em Classe3 até 31/03/2012 **
> >> ( Decreto-Lei 53/2009, Art 8, 2a e Art 5, 3a )
> >> =-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-
> >>
> >> _______________________________________________
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