Re: ARLA/CLUSTER: APRS em duas frequências!

Sergio Matias sergio.matias gmail.com
Sexta-Feira, 23 de Fevereiro de 2007 - 23:35:37 WET


Boas.
Em relação ao assunto em debate, permitam-me acrescentar alguns comentários..

Faz algum tempo (anos até) que mantinha actividade regular em APRS,
estando também envolvido na manutenção de um repetidor digital
(digipeater) em Palmela. Como na altura se tratava de uma forma de
utilização do rádio-pacote (packet-radio) que muitos queriam
experimentar, depressa se verificou a saturação da "rede", desde o tal
tráfego das "gateways" que despejavam tudo e mais alguma coisa,
excesso de repetições, etc etc..

Mas, como tudo o que é moda passa, também passou a moda do APRS e a
coisa voltou a fluir normalmente, com uma ou outra situação, que se
resolvia muitas vezes por uma pequena explicação do que é e do que não
é o APRS, ou seja, diálogo, conversa, nada de extraordinário..
As que não se resolviam, acabei por as resolver limitando o tráfego no
repetidor que mantinha em funcionamento.. Não cortava o mal pela raiz,
mas atenuava..

Não estou ao corrente do actual, mas duma coisa sei..
Há que identificar as situações problemáticas e encetar diálogo, que
foi o que sempre fiz.
Posso dizer que nem sempre resultou à primeira ou até nunca resultou
noutros casos, mas se não se experimentar..

Agora, aqueles que se dizem radioamadores terem optado por fugir do
problema em vez de tentar de uma forma civilizada resolvê-lo, a meu
ver fizeram-no mal, porque acabam de criar um novo problema..

Ninguém nasce ensinado, e a utilização do APRS necessita de
disciplina, devido às suas potencialidades. Como rede táctica pode ser
excelente, mas não numa escala nacional, pois não foi com esse intuito
que surgiu.

Para os que seguem o panorama internacional, tudo o que se passa ou
passou em Portugal, verificou-se ou verifica-se também nos EUA, onde o
modo é originário. Atendendo ás dimensões dos EUA e comparando com a
Península Ibérica, talvez seja mais fácil coordenar as coisas em
CT/EA..

Não deve ser esquecido também que, quando se iniciaram as actividades
em APRS nos 144.800 Mhz em Portugal, quase não existiam estações em
EA, pois há muito que essa frequência era ocupada por actividade de
rádio-pacote (BBS, Cluster, etc.) e logo surgiram conflitos, como
normal que é nestas circunstâncias.. Poderá o panorama ter mudado
entretanto..

Resumindo (que já chega de texto..).. O que falta é diálogo, como já
vem sendo hábito ultimamente..


Cumprimentos,

-- 
Sérgio Matias, ON/CT2HMN
ARLA #21




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