ARLA/CLUSTER: O melhor artigo que até hoje li sobre o COVID-19
João Costa > CT1FBF
ct1fbf gmail.com
Segunda-Feira, 23 de Março de 2020 - 22:41:19 WET
As pessoas precisam de algumas referências para acreditar nas palavras de
alguém. Pois bem, tenho 67 anos, sou biólogo aposentado, trabalhei na Seção
de Raiva e Encefalomielite do Instituto Biológico de São Paulo, fui
assistente do cientista Moacyr Rossi Nilson, trabalhei com o vÃrus da
raiva, um virus que causa 99% de letalidade.
Trabalhei na Seção de Bacteriologia Animal também.
Sou professor de biologia.
Os vÃrus são muito menores que as bactérias e não são visÃveis ao
microscópio óptico comum MOC, só com microscópio eletrônico ME é possÃvel
visualizar e fotografar os vÃrus.
Para exames rápidos de diagnóstico da raiva usamos microscópia de
imunofluorescencia mas não é um diagnóstico definitivo, requer confirmação
e para tal injetamos o material suspeito no meio dos cérebros de 5 ratos
brancos, espeta agulha na moleira do rato, afunda e injeta. Após 5 dias os
ratos apresentam os sintomas da raiva e o diagnóstico se torna definitivo.
Sou especialista nisso.
Bem, agora vou comentar sobre outro vÃrus.
Coronavirus é o nome de uma FamÃlia de vÃrus que se divide em dois Gêneros,
o Gênero Alphacoronavirus que possui duas Espécies, a CCoV que causa
gastroenterite em cães e a Espécie FCoV que causa peritonite infecciosa
felina PIF, ambas doenças não atacam os humanos.
FamÃlia coronavirus, Gênero Betacoronavirus que contém três Espécies que
atacam os humanos:
Especie Mers-Cov
Causa a doenca SÃndrome respiratória do Oriente Médio
Especie SARS-Cov
Causa a doença SÃndrome respiratória aguda grave.
Espécie SARS-Cov 2
Causa a doença CoVID-19 essa que está nos atacando agora.
Muito bem...
Quando nos confrontamos com um inimigo, a primeira providência é examinar
quais são os pontos fracos do inimigo.
Esses vÃrus possuem uma estrutura extremamente primitiva e muito frágil. É
apenas um filamento de RNA envolvido por uma pelÃcula lipoproteica ou seja,
uma fina membrana esférica de gordura e proteÃna, muito fina e que não é
eficiente contra a desidratação e nem como isolante térmico. Ao ar livre o
vÃrus desidrata, seca e morre.
Ele necessita sair do doente infectado e entrar pela boca, nariz ou olhos
da vÃtima sadia e assim infectar mais um e causar a doença nele.
Na China constataram que esse virus se mantém vivo por algumas horas fora
do corpo do doente e esse tempo de vida vai depender de onde esse vÃrus
caiu após ter saÃdo do corpo do doente.
Se esse vÃrus cair em um local exposto à luz solar, ele morre em minutos,
se for sob o Sol do meio dia, morre em 2 ou 3 minutos, ele não suporta os
raios ultravioleta e também desidrata rápidamente se tomar a luz do Sol
diretamente. Em tempo nublado dura um pouco mais, talvez até uns 15
minutos.
Se esse vÃrus sair do doente num lugar sem luz solar incidindo diretamente
nele, um local sombreado como dentro de casa ou dentro de algum veÃculo e o
vÃrus cair sobre papel, madeira, roupas e cabelos, ele sobrevive por 6
horas.
Se o vÃrus cair sobre superfÃcies lisas, sombreadas e frias como vidro,
mármores, azulejos, metais lisos, ele sobrevive por 12 horas.
Mesmo sendo muito pequenos os vÃrus possuem algum peso e a tendência é cair
assim que saem numa tosse, num espirro ou simplesmente uma pessoa falando
está batendo a lingua no céu da boca e nos dentes e isso vai espirrando
gotÃculas invisÃveis cheias de virus que saem da boca. Mesmo apenas a
respiração do doente já é suficiente para liberar vÃrus no ar.
Estratégias explorando as fragilidades do inimigo:
1. Isolamento social.
Fundamental isso.
As pessoas não devem se aproximar. A pessoa infectada pode não apresentar
sintomas mas está produzindo trilhões de vÃrus em seu organismo e esses
vÃrus saem pela respiração dela.
2. Higiene correta.
Ao usar um transporte público durante uma epidemia, é 100% certeza que em
suas roupas e cabelos existem vÃrus vivos da doença e se apenas (1) um
desses vÃrus atingir as mucosas dos olhos, boca ou nariz, a pessoa será
infectada.
Estratégia:
Tendo consciência disso, não passar os dedos nos olhos, na boca e nem no
nariz.
Chegar em casa e não tocar em nada e nem em ninguém antes de lavar as mãos.
Retire a roupa que usou e pendure num local de pouco movimento e deixe a
roupa lá por no mÃnimo 8 horas, lembre que sobre a roupa os vÃrus ficam
vivos por 6 horas. Você pendura as roupas à noite e de manhã os vÃrus já
estarão mortos e você poderá usar essas roupas novamente mesmo que não
tenham sido lavadas.
3. Lave os cabelos.
Não vá dormir com os cabelos infectados.
O vÃrus é altamente sensÃvel ao pH básico do sabão, sabobete, detergente;
o shampoo não é muito eficiente pH quase neutro, use sabonete nos cabelos,
é melhor.
4. Ao tocar maçanetas, torneiras ou qualquer superfÃcie lisa onde outras
pessoas tocaram antes, em seguida não toque nos olhos, nariz nem boca, lave
as mãos o quanto antes.
5. Mantenha sua casa restrita a sua famÃlia mais Ãntima, não receba visitas
durante a quarentena. Não adianta você tomar todos esses cuidados se as
visitas não fizerem o mesmo.
Se possÃvel durmam em cômodos diferentes da casa.
6. Desinfetantes.
O vÃrus é altamente vulnerável a qualquer desinfetante, água sanitária,
Lysoform, Pinho Sol e, com destaque o álcool etÃlico porque esse pode ser
aplicado sobre a pele mas os outros não. As autoridades recomendam á
população o uso do álcool gel 70° que contém 70% de álcool e 30% de água,
recomendam esse porque esse não é explosivo, contudo quanto menos diluÃdo
for o álcool mais desinfetante ele é; em laboratório é comum usarmos o
álcool 92° mas a venda ao público é proibida porque esse é altamente
inflamável e explosivo mas contudo é esse que eu uso para mim mesmo,
precisa ter muito cuidado para não incendia-lo, os acidentes com esse tipo
de álcool costumam ser muito graves, a garrafa explode e incendeia tudo ao
seu redor.
Existe também o álcool absoluto 100% álcool e 0% de água mas esse vai
queimar a sua pele e é muito caro também.
O álcool 46° usado em limpeza é fraco mas é melhor que álcool nenhum, é
útil para as mãos e limpesa de superfÃcies lisas.
7. Use máscara cirúrgica todas as vezes que sair de casa ou for se
aproximar de outras pessoas.
Observações finais:
Esse vÃrus possui uma capacidade infectante extraordinária, esse é o ponto
forte dele porém a doença que ele causa tem baixo Ãndice de mortalidade se
comparado aos piores vÃrus que existem.
Virus rábico da raiva, taxa de mortalidade de 99,9%.
VÃrus Ebola taxa de mortalidade de 66%.
O vÃrus SARS-Cov 2 que
causa a doença CoVID-19 tem taxa de mortalidade de até 20% em idosos com
doenças pré existentes, diabeticos, hipertensos, cardÃacos, asmáticos,
aideticos, pessoas em tratamento de câncer e principalmente transplantados
imunodeprimidos.
Em adultos a taxa de mortalidade é de apenas 2%, morrem principalmente os
fumantes, em crianças a taxa de mortalidade é praticamente zero % com
rarÃssimas exceções.
Seleção natural:
Assim como ocorreu na epidemia pelo vÃrus H1N1 a gripe suÃna, todas as
pessoas pegaram o vÃrus, a maioria desenvolveu anticorpos e daà em diante
ficaram imunes a essa doença.
Esse virus SARS-Cov 2 que
causa a doença CoVID-19
todas as pessoas vão pegar também, a maioria desenvolverá anticorpos e
ficarão imunes porém nesse processo é necessário frear a velocidade de
disseminação do virus porque se pegar em todos rápido demais o sistema de
saúde não dará conta de socorrer 20% da população de idosos e 2% da
população de adultos. Que todo mundo vai se infectar com esse vÃrus é
certeza, as medidas restritivas que estão sendo tomadas são apenas para
desacelerar a transmissão.
Sobreviverão os mais fortes e mais sadios, morrerão os mais fracos e mais
doentes, a natureza funciona assim e não ha como mudar isso.
Redação de:
Luiz Augusto Vassoler
- Biólogo -
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