ARLA/CLUSTER: Space Aggressors: Exército dos EUA tem militares de elite, com aparelhos de rádio e satélite de última geração, cuja missão diária é fazer de conta que são extraterrestres inimigos

João Costa > CT1FBF ct1fbf gmail.com
Quarta-Feira, 24 de Maio de 2017 - 16:50:51 WEST


Militares americanos treinam guerra no espaço a pensar nos extraterrestres
(e não só)
Por
 ZAP <https://zap.aeiou.pt/author/zap>
 -
24 Maio, 2017
[image: Angel Mendoza, especialista do exército dos EUA colocado no 527º
Esquadrão / Space Aggressor]


*Angel Mendoza, especialista do exército dos EUA colocado no 527º Esquadrão
Space Aggressor*

*O exército dos EUA tem militares de elite cuja missão diária é fazer de
conta que são extraterrestres inimigos, durante cenas de batalha espaciais
encenadas, para ajudar a preparar as forças do país para um possível futuro
conflito.*

As chefias militares e de Inteligência dos EUA acreditam que a* ameaça
extraterrestre* é bem real, motivo pelo qual *criaram* *dois esquadrões de
elite*, na Base da Força Aérea de Schriever, em Colorado Springs, no
Colorado, para fazerem de *“maus da fita”.*

Chamam-se *Space Aggressors*, e o seu papel é fazer de conta que são o
inimigo extra-terrestre – ou outro pior, explica o Capitão *Christopher
Barnes* ao Seeker
<https://www.seeker.com/space/space-aggressors-train-us-forces-for-extraterrestrial-conflict>.
“Somos maus da fita profissionais”, diz o militar.

“O nosso trabalho é não apenas perceber os diferentes tipos de ameaças e de
inimigos potenciais, mas também *ser capazes de os identificar e de copiar
as suas técnicas *para os bons rapazes, a nossa Força Aérea”, acrescenta o
Capitão, que é líder da equipa de treino do *Esquadrão Space Aggressor 26*.

Estes *Space Aggressors* estão apetrechados com aparelhos de rádio e
satélite de última geração e constituem uma resposta a um possível conflito
com extraterrestres, mas são também uma *reacção à alegada estratégia da
Rússia e da China*, que estão a desenvolver armas anti-satélite, conta o
Seeker.

Assim, não é só uma questão de defesa contra visitantes indesejados do
espaço, mas também uma forma de acautelar eventuais ameaças de russos e
chineses.

“Estudamos *ameaças ao domínio espacial, seja vindas do espaço de terra*.
Se não as pudermos replicar directamente com *hardware*, então procuramos
descobrir se há uma solução de *software* ou *alguma forma de treinarmos as
pessoas* ao ponto de lutarem contra ela, se tiverem que o fazer, num
conflito”, explica ainda Barnes.

Barnes diz que “algumas pessoas pensam que *o espaço é um calcanhar de
Aquiles *para os EUA”. Assim, “quanto melhor conseguirmos treinar as nossas
gentes, melhor elas serão capazes de ir lá fora e de provar que, apesar da
falta de um ou de outro recurso, as nossas forças no chão, em conjunto,
ainda podem lutar e ganhar o dia”, conclui o militar.

A maior parte das operações dos *Space Aggressors* são secretas, mas o
Seeker apurou que uma das técnicas treinadas é conhecida por* “bloqueio de
força bruta”*, consistindo no envio de sinais poderosos, através de redes
de satélites, para confundir a mensagem original.

O exército norte-americano estará ainda focado em treinar um cenário de não
acesso ao espaço, nomeadamente numa perspectiva de *possível perda das
comunicações *de satélite e dos dados de GPS, razão pela qual  procuram
aperfeiçoar o uso de ferramentas alternativas como “*sistemas de navegação
por inércia*” – e até… mapas e compassos.
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