ARLA/CLUSTER: SKA - 6 factos incríveis relacionados com o maior radiotelescópio do mundo e os portugueses que lideram investigação do SKA

João Costa > CT1FBF ct1fbf gmail.com
Segunda-Feira, 17 de Julho de 2017 - 11:17:33 WEST


O Square Kilometre Array (SKA) é um projeto global de ciência e
engenharia que pretende construir o maior radiotelescópio do mundo.

O SKA é um projeto que reúne esforços internacionais para a construção
de um radiotelescópio com um quilometro quadrado, ou seja, um milhão
de metros quadrados (1.000.000 m2). A dimensão do SKA representa um
grande avanço ao nível da tecnologia, investigação e desenvolvimento,
visto implicar a construção de um instrumento único, que necessitou de
uma concetualização detalhada e um período de preparação, que está
neste momento a decorrer, e a bom ritmo.

Sendo um dos maiores empreendimentos científicos da história da
humanidade, o SKA contará com os mais conceituados cientistas e
engenheiros, assim como representantes políticos, de modo a
materializar todo o projeto em tempo útil.


6 factos incríveis relacionados com o radio-telescopio SKA:

1º.- Os dados recolhidos pelo SKA num único dia precisariam de dois
milhões de anos, aproximadamente, para serem reproduzidos por um iPod.

2º.- O SKA será tão sensível que será capaz de detectar o radar de um
aeroporto de um planeta à distância de dezenas de anos-luz.

3º.- O computador central do SKA terá uma capacidade de processamento
de cerca de cem milhões de PCs .

4º.- As antenas em forma de disco do SKA vão produzir 10 vezes o
tráfego anual de internet.

5º.- O SKA irá utilizar fibra ótica suficiente para dar duas vezes a
volta à Terra.

6.º- Os conjuntos de antenas com controlo de fase do SKA vão produzir
mais de 100 vezes o tráfego global da internet.


- Portugueses que lideram investigação do Radiotelescópio SKA - Por
António Manuel

Radiotelescópio MeerKAT e SKA, na Africa do Sul, tem liderança
científica portuguesa. São vários os cientistas portugueses envolvidos
e o Governo estuda a possibilidade de adesão ao projeto SKA.

O radiotelescópio MeerKAT, na África do Sul, com 16 antenas, revelou
na ‘primeira imagem’ mais de 1300 galáxias num espaço inferior a 0.01%
da esfera celeste e onde eram apenas conhecidas 70.

Atualmente o MeerKAT é considerado o melhor radiotelescópio do seu
tipo no hemisfério sul e, quando estiver completo com as 64 antenas
previstas, até finais de 2017, será o melhor telescópio de rádio do
mundo. Mas o MeerKAT é apenas o início de construção do grande
telescópio de rádio Square Kilometre Array (SKA), com milhares de
antenas e 100 vezes mais sensível do que os atuais radiotelescópios.

O responsável pelo programa científico do grande telescópio de rádio
SKA e do MeerKAT é, desde 1 de abril de 2016, o português Fernando
Camilo, professor e investigador sénior da Columbia University, em
Nova Iorque, e autor do software de recolha de dados utilizado em
quase metade das descobertas de pulsares conhecidos no Mundo.

De acordo com comunicado da Fundação para a Ciência e a Tecnologia
(FCT), Portugal está a analisar a possibilidade da adesão formal ao
projeto do SKA, mas atualmente são vários os investigadores que já
envolvidos no projeto do grande radiotelescópio.

Paulo Freire, formado no Instituto Superior Técnico e hoje “um dos
grandes nomes da astronomia mundial na investigação sobre pulsares”
que está a participar em três dos Projetos Científicos Principais do
SKA. Este investigador do Instituto Max Planck (Alemanha) é titular de
um Consolidator Grant do Conselho Europeu de Investigação (ERC, na
sigla em inglês). O grupo de investigação que lidera foi fundamental
para o financiamento de 11 Milhões de euros concedidos pelo Max Planck
ao projeto MeerKAT do SKA.

Domingos Barbosa do Instituto de Telecomunicações (IT) é outro dos
portugueses envolvidos no SKA. O projeto ‘Enabling Green E-Science for
Square Kilometer Array’ (ENGAGE SKA), que coordena, foi identificado
com alta prioridade no Roteiro de Infraestruturas de Investigação de
Interesse Estratégico da FCT, e prevê o teste de protótipos para o SKA
em território português e a participação científica e industrial no
SKA. O projeto é uma parceria entre o IT, a Universidade de Aveiro, a
Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, a Universidade de
Évora e o Instituto Politécnico de Beja. Uma parceria que é apoiada
pelo Pólo das Tecnologias de Informação, Comunicação e Eletrónica
(TICE.PT) e por um consórcio Industrial de que fazem parte a Active
Space Technologies, a Critical Software, a Martifer Solar, a Portugal
Telecom, a LC Technologies, a Coriant e a Visabeira, entre outras
Pequenas e Médias Empresas.

Mário Santos, formado na Universidade de Lisboa e atualmente Professor
na Universidade de Western Cape, na África do Sul, lidera o grupo de
Cosmologia do SKA.

Miguel Avillez, da Universidade de Évora, participa no grupo que
estuda a Nossa Galáxia. João Paulo Barraca, do IT e da Universidade de
Aveiro, lidera a incorporação de Tecnologias de Informação na gestão
operacional do SKA no Consórcio Telescope Manager.

Alexandre Correia, da Universidade de Aveiro, é membro do grupo do
Berço da vida/Astrobiologia.

José Afonso, investigador no projeto ‘On the pathway to SKA: science
with the next generation of radio-telescopes’, financiado pela FCT
entre 2010 e 2013, e Sónia Antón, ambos da Universidade de Lisboa,
participam no grupo Contínuo Extragalático do SKA.

Dalmiro Maia, da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, é
membro do grupo de Física Solar, Heliosférica e Ionosférica, e as
investigadoras Constança Providência e Isaac Vidaña, da Universidade
de Coimbra, participam no grupo de Física Fundamental e Pulsares.

Estes são apenas alguns dos investigadores portugueses envolvidos no
MeerKAT e no SKA e que foram indicados, em comunicado, pela FCT, mas
com a eventual adesão de Portugal ao SKA irá levar a que muitos mais
investigadores e empresas portuguesas possam vir a colaborar nos
projetos de radiotelescópios.

Mais informações em: http://portugal.skatelescope.org/projeto-ska/



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