ARLA/CLUSTER: Mapa da radiação fóssil do Big Bang obtido pelo telescópio Planck ESA

João Costa > CT1FBF ct1fbf gmail.com
Quinta-Feira, 21 de Março de 2013 - 14:39:00 WET


  Este é o mapa mais detalhado de como era o Universo com 380 mil anos

Por Teresa Firmino <http://www.publico.pt/autor/teresa-firmino> Jornal
Publico

21/03/2013 - 12:05

Dados do ovo cósmico foram obtidos pelo telescópio espacial Planck, da
Agência Espacial Europeia.
 <http://imagens2.publico.pt/imagens.aspx/758692?tp=UH&db=IMAGENS>O mapa da
radiação fóssil do Big Bang obtido pelo telescópio Planck ESA

O mapa mais pormenorizado de como era o Universo 380 mil anos depois do Big
Bang foi divulgado esta quinta-feira. A luz desses tempos, que agora nos
chega sob a forma de microondas – e que se chama radiação cósmica de fundo*
–, permite ver pequeníssimas diferenças de temperatura no Universo. Foi nas
regiões ligeiramente mais quentes que mais tarde nasceram as galáxias,
grandes ilhas de concentração de matéria.

Este novo “ovo cósmicoâ€, obtido pelo telescópio espacial Planck, lançado
pela Agência Espacial Europeia em Maio de 2009, revela agora de forma mais
refinada as diferenças de temperatura da radiação cósmica de fundo.
Diferenças essas que vão permitir aos cientistas entrar numa máquina do
tempo e viajar até pouco depois do Big Bang, que originou o Universo como o
conhecemos. As regiões um pouco mais quentes são as sementes das futuras
galáxias. Numa delas, a Via Láctea, estamos agora nós a olhar para tudo
isto.

*Radiação Cósmica de Fundo por Thiago Guimarães (dragunovsvd.09  gmail.com)

A Radiação Cósmica de Fundo é uma forma de radiação eletromagnética e uma
evidência muito grande da teoria do big bang, tal radiação possui um
espectro de corpo negro e é uma grande prova de que o universo no passado
era muito mais denso e quente do que é hoje. Foi prevista por George Gamov,
Ralph Alpher e Robert Herman em 1948 e descoberta em 1965, por Arno Penzias
e Robert Woodrow Wilson, do Bell Telephone Laboratories.

*Características*: O universo deve ter sido muito diferente do que é
atualmente para produzir uma radiação com as características da radiação
cósmica de fundo, sendo completamente preenchido por um fluido primordial,
constituído de radiação e partículas elementares extremamente energéticas.
A radiação cósmica de fundo foi produzida quando o universo tinha cerca de
380 mil anos de idade, resfriou-se por causa da expansão e hoje a sua
temperatura é de 2,725 K. A evolução posterior do universo não afetou as
propriedades da radiação, de forma que ela nos permite uma grande
oportunidade de estudar as condições físicas do universo tempos após sua
gênese. As características de tal radiação (espectro, distribuição angular
e polarização) são diretamente dependentes dessas condições e estão ligadas
aos mecanismos que deram origem às grandes estruturas (aglomerados,
superaglomerados, paredes, etc.) hoje observadas. A radiação cósmica de
fundo é um espectro térmico de radiação de corpo negro de 2,725 kelvins que
preenche o universo. Ela tem uma freqüência de pico de 160,4 GHz, o que
corresponde a um comprimento de onda de 1,9 mm. Ela é isotrópica até uma
parte em 100.000: as variações de seu valor eficaz são de somente 18 µK.
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