ARLA/CLUSTER: E por falar em calendários...

Victor Gomes ct1byk sapo.pt
Sexta-Feira, 8 de Agosto de 2008 - 22:02:02 WEST


Caros colegas:
O que penso sobre este assunto pode ser parecer uma "alarvidade" mas é 
fruto da experiência adquirida em organizar "coisas" neste e noutros meios.
Qualquer tentativa para "enfileirar" as actividades das diversas 
Associações será sempre um trabalho inglório e que só trará mais uns 
motivos para o "pessoal" se guerrear, até porque a coisa está bem 
assim!! Vejamos estes exemplos também hipotéticos:
Que importa à ARRL que no dia do melhor concurso do mundo em VHF exista 
uma activação de tasca em S. Martinho da Cortiça??
Que diferença fará que no dia do CQWWDX exista também uma feira de 
tralhas e afins no deserto do jamai?
Decerto que nenhum mal virá ao mundo até porque os "clientes" das 
actividades não são os mesmos.
Mais importante, penso eu,  seria organizar ainda mais eventos, de 
preferência técnicos, e se eles calhassem no mesmo dia era porque as 
respectivas organizações entendiam que não havia problema por isso
Nos últimos tempos os eventos que tenho ajudado a organizar na ARR têm 
tido algumas coincidências apesar de serem conhecidas as datas de ano 
para ano, e nem por isso deixamos de ter sempre casa cheia, seja no 
Porco no Espeto seja no Colóquio Técnico. É claro que a outra actividade 
também corre da melhor maneira pelo que está tudo bem..!!
Imagine-se que todas as Associações existentes organizavam 2 eventos por 
ano... Pois é já não há fim de semana que chegue, e então lá estaria o 
"provedor" do calendário  aflito para arranjar espaço no dito.
SOLUÇÕES:
Claro que há soluções para os problemas assim tenhamos coragem e 
humildade... chama-se organização conjunta!!
Em vez de meia dúzia de feiras de brincar porque não fazer uma grande??
Em vez duma dúzias de pequenos concursos porque não afirmar um concurso 
com características ibéricas ou mesmo internacionais???
Em vez dum Porco no Espeto que sejam 5 ou 6 mas no mesmo dia... hihi

Para que isto fosse possível teríamos todos que abdicar dum pouco do 
nosso bairrismo, pensar mais no colectivo e menos no nosso cantinho. 
Teremos dirigentes nas associações com a coragem suficiente para se 
sentarem à volta duma mesa e delinear uma destas actividades de nível 
nacional???

Pela parte que me toca podem contar com todo o apoio..!!

73,
Victor Gomes, CT1BYK
Miguel Andrade escreveu:
> Caros colegas,
>
> Pelo facto de estar de férias e de hoje ( ainda ) me encontrar em Lisboa, (
> embora esteja de partida esta tarde ), tive finalmente uma oportunidade para
> intervir nesta prestigiada lista com novos tópicos.
> O assunto que ora vos proponho para reflexão vem no seguimento do meu recente
> pedido de desculpas por um erro de calendário, enviado numa outra mensagem
> anterior.
> Sendo responsável pela edição das duas versões do boletim informativo ( escrita
> e radiodifundida ), continuo a deparar-me com a infeliz sobreposição de
> acontecimentos todos os anos, sem que ninguém faça nada para o evitar, ( para
> além de criticar mas sem oferecer alternativas ).
> Longe vão os tempos em que cheguei a propor algumas soluções para o movimento
> associativo fragmentário que cultivamos, as quais, diga-se de passagem não
> surtiram qualquer efeito prático.
> Em parte isso deveu-se à mentalidade reinante, mas não recuso responsabilidades
> ao afastar-me conscientemente de ter assumido quaisquer acções práticas na luta
> pela prossecução das minhas ideias. Espero que compreendam que, acima de tudo, a
> minha particular teimosia em abdicar, firme e convictamente, de qualquer papel
> nos processos propostos por mim, se destinava a preservar a minha imparcialidade
> e a não ser conotado com alguma hipotética estratégia de benefício em proveito
> próprio ( nomeadamente quando me propuseram para vários cargos de acordo com
> essas mesmas propostas ).
> Ainda assim, há casos práticos onde uma outra forma de pensar daria muito bom
> proveito a todos sem excepção.
> Será muito difícil os meus prezados colegas perceberem as vantagens de uma
> organização de eventos coordenada a nível nacional ?
> Já não tivemos anos de contratempos e controvérsias suficientes para agirmos
> finalmente ?
> Aqui vai mais uma proposta... agora façam o que a vossa consciência vos ordenar
> !
>
>
> Proposta ( rudimentar ) para a tentativa de resolução para os problemas de
> sobreposição na calendarização de eventos ( passo por passo ) :
>
> 1) Organização do calendário OFICIAL de acontecimentos de todas as entidades
> colectivas ou de radioamadores a título individual, a nível nacional, ( aqui se
> inclui desde os concursos, passando pelas estações especiais, pelas " patuscadas
> ", pelos colóquios, pelas feiras... enfim, tudo aquilo que habitualmente
> necessite de uma data e de uma oficialização ).
>
> Formalidades e concepção prática - Numa primeira fase e a título experimental,
> um colega ( ou mais ), de preferência sem vínculo associativo ( para evitar os
> previsíveis conflitos de poder entre associações ), era NACIONALMENTE
> reconhecido como gestor ( vulgo " manager " em dialecto " radioamadorístico " )
> do calendário OFICIAL, quer pelas organizações quer pela comunidade em geral.
> A tarefa deste(s) colega(s) seria extremamente simples ( desde que todos
> colaborassem ), senão vejam...
>
> a) Elaboração de um regulamento simples, ( afinal uma ferramenta desta natureza
> é do mais elementar e simples sendo perfeitamente clara e fácil de gerir ).
>
> b) Criação de um endereço de correio electrónico ( vulgo e-mail ), para onde
> TODOS os radioamadores responsáveis pela organização de eventos ( a nível
> particular ou associativo ) enviariam as suas mensagens, centralizando a
> informação.
>
> c) Aproveitamento de um dos excelentes recursos particulares já existentes (
> mais uma vez para evitar os previsíveis conflitos de poder entre associações ),
> e estou-me a lembrar apenas a título de exemplo do blogue - CT-Spot
> Radioamadorismo em Portugal - http://ct-spot.blogspot.com/ - ( atenção porque é
> SOMENTE e APENAS um exemplo para vos dar uma ideia ), no qual se faria a
> divulgação das actividades... após uma cuidadosa gestão a fim de se evitarem as
> actuais sobreposições.
> Em alternativa, ( mais uma vez para evitar os previsíveis conflitos de poder
> entre associações ou os melindres tão previsíveis )... criava-se mesmo uma
> página na Internet só para esse efeito.
>
> 2) Reconhecimento.
>
> Sem o reconhecimento e aceitação deste trabalho por parte de todos ( ou pelo
> menos da maioria ) o mesmo seria uma total perda de tempo.
> Na minha opinião muito pessoal, está na altura de finalmente nos descomplexarmos
> e de vez.
> Quem teve oportunidade de ler um excelente artigo de opinião da autoria do
> colega Pere Texidó ( EA3DDK ) " O Radioamadorismo em Crise ? - Algumas reflexões
> ", publicado inclusivamente na Revista QSP; concordará comigo se eu afirmar que
> não é escandaloso uma função tão simples e útil como esta não vir a ser
> assumida, pelo menos numa fase inicial, por nenhuma associação em particular, (
> nem mesmo pela representante da I.A.R.U. em Portugal ).
> Trata-se de assumirmos, de uma vez por todas e em definitivo, que os tempos são
> outros. O associativismo paternalista e " feudal " de outrora, tem que contrair
> brevemente um novo papel e mudar um pouco as respectivas funções ou soberanias
> evocadas, particularmente se quiser sobreviver na sociedade actual em rápida
> mudança.
> Reconhecidas a nível nacional tais funções simples praticadas de forma
> independente, os colegas gestores de calendarizações passavam a centralizar em
> si as seguintes funções descritas já a seguir no ponto 3).
>
> 3) Funcionamento.
>
> a) recepção das propostas.
> Em qualquer altura do ano poderiam ser enviados os dados sobre eventos
> organizados. Contudo, por uma questão de respeito pelo trabalho sério e até como
> garantia de participação activa... convinha que, salvo casos excepcionais, as
> propostas fossem remetidas com, pelo menos, um mês de antecedência ( e não uma
> semana ou menos como actualmente muitas vezes os eventos são divulgados ).
> As associações, por seu turno, comprometiam-se, de forma voluntária, a
> realizarem as respectivas Assembleias-gerais no final do ano civil ( isto é, em
> Dezembro e não, como até agora acontece, entre Janeiro e Abril ), facilitando
> dessa forma as decisões sobre o planeamento para o ano subsequente. 
> Assim procedendo possibilitariam a organização de acontecimentos logo no
> primeiro trimestre e evitariam atrasos na elaboração do mapa anual relativo ao
> trabalho dos gestores de calendário.
> Teria igualmente que se cultivar o cuidado de um planeamento mais rigoroso e
> antecipado, há imagem do que acontece com os nossos colegas da Escandinávia, do
> Centro da Europa, do Japão ou dos países anglo-saxónicos mais evoluídos... e não
> à Portuguesa - " vamos andando e vamos vendo... se nos apetecer depois se
> organizará qualquer coisa mais tarde... senão logo se verá... conforme nos
> apetecer na altura e dependendo de que lado soprar o vento; uns dias antes logo
> se anuncia aquilo que entretanto nos vier há ideia assim nos seja dada a graça
> de uma inspiração no momento ". 
>
> b) confirmação da disponibilidade de data tendo em consideração as actividades
> já agendadas a nível nacional e mesmo ponderando alguns acontecimentos de nível
> internacional de grande interesse para os participantes nacionais, ( como os
> concursos para o Campeonato URE de VHF-UHF ( mais uma vez, atenção porque é
> SOMENTE e APENAS um exemplo para vos dar uma ideia ).
>
> c) caso as datas propostas estivessem já ocupadas, verificariam a
> compatibilidade entre os dois acontecimentos ( através dos horários, tipo de
> evento e duração respectiva ).
> Em caso de incompatibilidade, prevaleceria a ordem de marcação, sendo as
> propostas de ocorrências incompatíveis com o calendário já existente remetidas
> de novo aos seus proponentes para reavaliação e proposta de novas datas.
> Em casos muito concretos e excepcionais, esta última regra poderia
> inclusivamente ser invertida, ou seja, a nova proposta prevalecer sobre um
> evento já calendarizado anteriormente, em virtude de situações de força maior ou
> de outra ordem prática.
>
> d) publicação dos acontecimentos agendados no supra referido calendário através
> dos meios propostos anteriormente em 1. C), ( ou outros melhores e mais
> funcionais ).
>
> e) divulgação junto das entidades consideradas ajustadas, como órgãos ou pessoas
> com idêntica função no estrangeiro ou a nível internacional, por exemplo.
>
>
> Depois deste esforço todo, só faltava alguém publicar uma intervenção neste
> tópico a dizer que este sistema já existe actualmente.
> Também não se perdia nada com isso. Eu ando desesperadamente à procura de uma
> tal ajuda pois... nem todos são simpáticos ao ponto de nos mandarem notícias
> sobre o que estão a organizar por esse país fora.
> Se pensam que neste jardim, à beira mar plantado, informar-vos sobre o que por
> cá se vai organizando é só ficar debaixo da árvore à espera que os frutos
> amadureçam... estão muito enganados !
> Um abraço a todos e boas ideias.
>
>
> 73's de Miguel Andrade ( CT1ETL )
> IM58js - 38º44'57" N/009º11'26" W
> CQ Zone 14 ********* ITU Zone 37
> endereço em/adress in www.qrz.com
>
>
> P.S. Se levar algum tempo a responder-vos é porque estou para fora até ao início
> de Setembro.
> Tenham lá paciência... são as merecidas férias.
>
>
>
>
> _______________________________________________
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> http://radio-amador.net/cgi-bin/mailman/listinfo/cluster
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