Re: ARLA/CLUSTER: Em 100 dos mais importantes radioamadores mundiais na história, poucos são ou eram, os técnicos da área.

Mariano Gonçalves ct1xi sapo.pt
Quinta-Feira, 1 de Novembro de 2007 - 09:43:31 WET


Caro João Costa,

Bom dia, saudações.
Percebi a tua mensagem, e estou de acordo com ela.

Este tema é extremamente importante, e os exemplos que referes, são a prova 
de que afinal de contas o Radioamadorismo e o Amador de Rádio, na sua 
excelência e elevação, são as pessoas que afinal procuram elevar os seus 
conhecimentos de forma multifacetada. Ao invés daquela imagem que se 
multiplicou nos últimos anos, de consumismo, lucro e comércio, de autismo, 
vedetismo e individualismo, consequências do comércio e consumo do lazer.
Radioamadorismo também é recreação, mas com regras, e próprias. Ninguém faz 
mergulho, sem primeiro aprender a nadar.

A interdisciplinaridade do exercício do Radioamadorismo, é sem dúvidas 
multifacetada, embora haja quem nos queira fazer crer que é apenas e 
exclusivamente, concursos, diplomas, troféus ou viagens de turismo a locais 
exóticos ou remotos, susceptíveis de garantirem vendas e actos de permuta 
com fins muitas vezes lucrativos e comerciais.

Estou seguro que o espírito da lei e dos regulamentos do serviço de amador e 
amador de satélite, está em adição, com aquilo que referes, onde colegas que 
nem sequer estão profissionalmente ligados nem à rádio nem às 
telecomunicações, souberam evoluir nos seus conhecimentos técnicos e 
científicos, ao ponto de, se conseguirem destacar entre aqueles que são 
formados e especializados nessas matérias. Mas isso exigiu deles saber e 
competências, conhecimento, doutra forma nunca o teriam feito.

Concluímos que: nada impede um bom médico ou advogado, um motorista ou 
escriturário de saber outras tecnologias e ciências. Isso valoriza as 
pessoas enquanto cidadãos, sejam quais forem as suas profissões.

Conheci na minha juventude, dezenas de amadores de rádio, médicos, padres, 
advogados, economistas, serralheiros e electricistas, comerciantes, 
vendedores, que sempre fizeram os seus rádios emissores, e eram excelentes 
operadores. Outros houve, que não sabiam ou não conseguiam fazer tais 
dispositivos, obtinham a ajuda de colegas amadores, e partilhavam esse 
saber, até funcional, mas uma coisa é certa, tinham limitações técnicas 
(hoje não são técnicos porque não querem ser) mas eram então excelentes 
operadores de rádio, era aqui que se via na pluralidade do Radioamadorismo, 
que se perdeu depois do 25 de Abril de 1974, fruto do liberalismo, das 
passagens administrativas, e da falta de cuidados e de experiências até das 
entidades reguladoras, que não foram capazes de o fazer progredir da forma 
mais adequada, até para defesa dos interesses do país, (protecção civil, 
educação, cultura etc.), dispersando meios, recursos necessários e escassos 
(num país pobre).

Em conclusão, Portugal perdeu, perderam o Ensino e a Cultura da Ciência e da 
Tecnologia, e depois dessa altura, Portugal tem perdido tudo, a indústria, 
as competências que antes existiam entre os nossos técnicos, operários e até 
engenheiros, o resultado é que em 30 anos, nos tornámos mais pobres e menos 
capazes, este é um facto.

Para qualquer pai, avô, cidadão e até para os Amadores de Rádio licenciados 
antes do 25 de Abril de 1974, estes são naturalmente, alguns indicadores 
preocupantes, e não sou eu que o afirmo, são no seu conjunto, toda a 
sociedade actual, isso é debatido todas as semanas nos órgãos de informação 
nacional e são referidos em rácios e estudos da própria União Europeia (que 
nos avalia de fora para dentro).

Será autismo e negligência, de qualquer cidadão e em especial dos Amadores 
de Rádio, pela essência da sua própria Cultura Científica ignorar estes 
factos.

O Radioamadorismo, é justamente isso, abrir a Cultura, o Conhecimento das 
Ciências e das Tecnologias, sejam elas quais sejam, e em particular as 
radioeléctricas (porque é de Rádio que falamos) a quem as quer aprender e 
saber fazer. E esse conhecimento é multidisciplinar, multifacetado, e pode 
ser livremente exercido em mais de 89 actividades (como diz o colega cubano) 
ou mesmo outras largas dezenas de formas diferentes de o exercer, não é, e 
só, e apenas, os tais de concursos e competição por troféus, diplomas e QSL. 
Nunca foi, apenas isso, e nunca será.

Os recursos naturais, designadamente o espectro radioeléctrico é por demais 
valioso, importante, e escasso, para que seja usado e abusado, sem a 
produção cultural, cívica e humanitária de mais valias (saber e 
conhecimento, serviço e utilidade pública). Isso claramente ficou provado 
pelas gerações anteriores de Amadores de Rádio, espero agora que os novos, 
ou os tais de «radioamadores» não façam o inversos e provem que afinal de 
contas nada disso valerá a pena prosseguir.

É importante referir que nos países mais cultos, se investem hoje e cada vez 
mais (as grandes associações do Radioamadorismo) na elevação e na criação 
quer de estruturas associativas (que em Portugal são escassas e 
insustentáveis), quer de espaços educativos, onde de facto o Radioamadorismo 
é um dos imensos substratos para o conhecimento, capaz de sensibilizar as 
crianças e os jovens para os temas da Ciência, seja ela depois e mais tarde, 
no avançar da idade e das competências de cada um desses jovens, 
direccionada para a medicina, aviação, economia, ou o que quer que seja.
A verdade é que muitas vezes através desse radioamadorismo, ao contrário de 
se tornarem alcoólicos e ou drogados, ao invés de se envolverem em 
comportamentos aditivos e de risco, podem ser jovens e cidadãos de bem e 
dotados de melhor formação, humana, social, cívica e profissional.

Fora do radioamadorismo existe tudo isso, mesmo sem rádios e sem 
radiocomunicações, existem centenas de milhões de pessoas de bem. Nada é 
absoluto.

Acerca do individualismo, é certo que quem se dedica ao estudo e 
desenvolvimento de aplicações tecnológicas ou à própria ciência 
radioeléctrica, o faz de forma aplicada e em muitos casos, nem todos, de 
forma isolada, embora eu na minha juventude, fizesse radioamadorismo com 
imensos colegas, alguns ainda vivos, onde em conjunto, partilhávamos 
experiências, materiais e muitos conhecimentos, nunca o fizemos sozinhos nem 
sequer isolados.

De recordar que Radioamadorismo, significa precisa e justamente, mais do que 
qualquer outra actividade, essa múltipla difusão de saberes, que até se 
fazem através dos meios da comunicação através da rádio, chegando a todos os 
lugares, inclusive aos mais remotos, na terra, no ar no mar. Em nenhum outra 
actividade se poderia fazer o mesmo.

Do meu ponto de vista pessoal, existe no mínimo duas coisas fundamentais: a) 
exploração e b) estudo e desenvolvimento de sistemas radioeléctricos, porque 
é de Rádio que falamos. Onde a radiotelegrafia é a excelência funcional de 
um bom operador de rádio (mesmo que não seja dotado de conhecimentos 
técnicos, é ao menos operador do rádio e explorador do meio ele deve ser e 
saber fazer). A Telegrafia por Código de Morse é um património da 
humanidade, foi o primeiro meio de telecomunicação por TPF e TSF, é hoje 
preservado (aperfeiçoado e desenvolvido) apenas pelos Amadores de Rádio.

Eu não fiz exame para operar naquele tempo em AM (A3E) não havia entre os 
amadores nem FM nem ainda o SSB, mas fiz exame para provar que sabia operar 
em Telegrafia (A1A). Fiz exame para provar que dominava os conhecimentos de 
base, que me permitiam operar e explorar outros serviços ou modos de 
transmissão. O resto eu aprendi com o passar destes mais de 40 anos, e ainda 
tenho muito mais e imensas coisas para saber, aprender e conseguir fazer. 
Coisas que ainda partilhamos entre os nossos colegas e amigos amadores de 
Rádio.

Depois que regressei definitivamente a Portugal em 1992, eu e vários colegas 
e amigos, dedicámos nos últimos anos da nossa actividade como cidadãos e 
como amadores da Rádio também, a promover as ciências junto das crianças e 
dos jovens, precisamente através desta disciplina que é o Radioamadorismo, e 
tudo o que ele comporta de educativo e cultural.

Porque não se criam espaços, dentro das associações para o Radioamadorismo, 
lugares dedicados, onde se possam aos fins de semana, realizar palestras, 
conferências e ministrar cursos sobre temas da Rádio e da Ciência (ou apenas 
sabemos fazer e realizar vitamínicos, feiras de venda de material de rádio e 
concursos de DX). Até nesses momentos se podem fazer conferências, é preciso 
saber e aproveitar essas ocasiões.

A riqueza do conhecimento é tão vasta e produtiva, que desde sempre a 
industria das radiocomunicações e da electrónica em geral, tem sido 
oportunista, em relação ao Radioamadorismo, explorando depois e 
comercialmente, milhares e milhares de aplicações e tecnologias, 
provenientes de estudos e desenvolvimentos dos amadores de rádio 
(engenheiros, investigadores, peritos e técnicos, de empresas, departamentos 
de I&D e universidades). Foi esse factor de desenvolvimento, oferecido pelo 
Radioamadorismo, que nos granjearam o Estatuto que ainda auferimos junto de 
alguns organismos, a UIT é um deles. E com esses, outros cidadãos e jovens, 
tiveram acesso a estas práticas, como forma de cultura, de lazer e até de 
competição desportiva, nada disso é ilegítimo.

Não é necessário ser engenheiro ou técnico de telecomunicações, para se 
saber e querer ser um bom Amador de Rádio.
Agora é determinante, saber e conhecer o que é, o que afinal significa: 
RADIOAMADORISMO.

De salientar que as administrações nacionais através dos regulamentos das 
radiocomunicações dirigidas para o serviço de amador e amador de satélite, 
tentaram preservar e promover aquilo que aqui faço referência.  Esse é um 
esforço reconhecido, exercido pela UIT e pelas administrações das 
radiocomunicações dos países mais cultos e desenvolvidos.

Imaginemos as práticas e regras do desporto olímpico, a serem liberalizadas 
como alguns exigem que sejam empregues nos radioamadores. Existem meios 
alternativos às formas de comunicação, que não sejam o Radioamadorismo e 
isso os «radioamadores» podem fazer em qualquer lugar.

Finalmente, não ser técnico da área ou do tema, não significa ignorância.

A minha postura, relativa a este tema (que me é caro) releva do facto de 
que, quando me iniciei aos 15 anos de idade, também não era nem técnico nem 
nada, era um jovem estudante. E foi graças a tudo aquilo que o 
Radioamadorismo me proporcionou (muitos colegas já falecidos) e através do 
convívio que mantive com várias gerações de Amadores de Rádio, e também com 
jovens naquele tempo da minha idade, que eu pude fazer uma opção de 
carreira, e tornar-me num profissional, que durante mais de 40 anos exerceu 
no país e no estrangeiro, uma profissão relacionada com as múltiplas 
ciências e tecnologias de radioeléctricidade (porque me especializei, tal 
qual todos os profissionais fazem).

Entre os meus amigos pessoais, e até colegas de profissão, a generalidade 
deles são Amadores de Rádio (na minha empresa e no grupo a que estamos 
associados, que é um dos maiores da Europa a desenvolver sistemas 
radioeléctricos, 90% dos técnicos, peritos e investigadores são amadores), 
muito colegas e amigos felizmente ainda vivos, todos reflectem a mesmo 
sentimento, até de gratidão para com o próprio Radioamadorismo.

Perguntaria para concluir, qual o interesse que alguns radicais sustentam em 
abandalhar o Radioamadorismo português (porque o estrangeiro prossegue o seu 
caminho de exactidão educativa, social e cívica, com verdade científica) o 
que ganhávamos nós com isso? - Sabendo que existem alternativas, na 
Internet, no GSM, LPD, PDM e outros meios e formas de comunicar.
Será que essa postura resulta do facto de que as pessoas hoje não querem é 
fazer nada, nem sequer aprender e ganhar riqueza humana e civilizacional.

73, Mariano, CT1XI



----- Original Message ----- 
From: "João Gonçalves Costa" <joao.a.costa  ctt.pt>
To: "'Resumo Noticioso Electrónico ARLA'" <cluster  radio-amador.net>
Sent: Wednesday, October 31, 2007 7:31 PM
Subject: ARLA/CLUSTER: Em 100 dos mais importantes radioamadores mundiais na 
história, poucos são ou eram, os técnicos da área.


Caro Colega António Matias(CT1FFU) e demais,

Independentemente de concordar com muitas coisas escritas por ti e por 
outros, tenho serias duvidas qual será o resultado final da tua analise e 
pensamento levado ao limite.

O radioamadorismo é para mim multidisciplinar e multifacetado, ainda á 
poucos dias o colega cubano Arnie Coro(CO2KK) dizia que existem pelo menos 
89 maneiras de estar no radioamadorismo e ser Amador de Rádio.

A meu ver, o Serviço de Amador e Amador por Satélite, não é somente para uma 
elite de técnicos, por muito bons que sejam.

Esse caminho leva á pura extinção do, não nos podemos esquecer, passatempo.

Os desafios que hoje o radioamadorismo enfrenta, inclusive de interesses 
económicos globais de ocupação do espectro, são de tal modo, que se não for 
pelo numero de utilizadores e por esse lado pela força representada, vamos 
ser todos "enxotados" e extintos independentemente de podermos ser 
excelentes técnicos em telecomunicações e devidamente "habilitados", 
"examinados", etc. Obviamente que para mim o radioamadorismo não é, e luto 
para que não seja, uma Banda do Cidadão da actualidade.

Meu caro Matias, por muito que não queiramos estas, elas são as actuais leis 
do mercado neo-liberal e selvaticamente capitalista, e não será pela  nossa 
imaginada "pureza imaculada" do radioamadorismo que vamos modificar este 
estado de coisas. Eu por mim, luto noutros fóruns, por aquilo que acredito 
ser melhor politica e socialmente para todos e não para uma meia duzia de 
elites.

Repara nisto:

"c) Serviço de amador: serviço de radiocomunicações, que tem por objectivo a 
Instrução Individual, a Intercomunicação e o estudo técnico efectuado por 
amadores, isto é, por pessoas devidamente autorizadas que se interessam pela 
técnica radioeléctrica a título unicamente pessoal e sem interesse 
pecuniário."

Como podes ver a definição legal, e que concordo, é muito mais abrangente; 
mas todos se devem interessar fundamentalmente pela técnica radioeléctrica, 
agora não precisam de ser todos, nem o são na pratica, técnicos 
radioeléctricos.

Alias, conheço dezenas de excelentes radioamadores que nada têm haver com as 
telecomunicações profissionalmente e nem por isso deixam de ser excelentes e 
empenhados Amadores de Rádio.

Em boa verdade, existem mesmo aqueles que pensamos, que são 
profissionalmente técnicos de alto gabarito na área e descobrimos que 
estamos errados. Um dos casos que mais me marcou é o do colega L. B. Cebik 
(W4RNL), uma referencia internacional quando se trata de analise de antenas 
e que era profissionalmente, pois está actualmente reformado, um brilhante 
professor catedrático de Filosofia.


Quanto á legislação e aos exames, já todos nós reparamos que para o bem e 
para o mal fazemos parte da Europa e não estamos orgulhosamente sós; não 
posso admitir o que se passa actualmente com a escandalosa falta de uma 
legislação capaz e actual em Portugal, culpa de todos nós, a começar pela 
ANACOM, que pelo menos desde 2003 que estava obrigada ou deveria ter 
transposto para a Lei portuguesa, os acordos internacionais subscritos por 
ela própria em nosso nome ou onde nós somos visados.

Hoje, qualquer radioamador espanhol, ingles, italiano, etc,de passagem ou 
residente tem mais direitos em Portugal, que um nacional, nas mesmas 
condições.

Quanto ao exame de CW, sempre serviu para tudo e mais alguma coisa, MENOS 
PARA HABILITAR ALGUÉM EM MORSE; quantos CT1 (de duas letras) conheces que 
fizeram o exame, e hoje praticam e estão activos nesse modo......?

Sempre me recusei e recusarei a fazer exame a um MODO quando não sou 
obrigado a fazer a outros, por muito eficaz ele seja. Alias, na minha 
opinião se vamos falar em "habilitar" alguém por exame, a um Modo, devemos 
começar sempre pela fonia.

Tudo o resto merecia uma atenta resposta, mas infelizmente tenho da acabar 
por aqui.

Um Forte ABRAÇO e bom feriado ou ponte para quem poder fazer.

João Costa
CT1FBF






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From: cluster-bounces  radio-amador.net 
[mailto:cluster-bounces  radio-amador.net] On Behalf Of antonio matias
Sent: terça-feira, 30 de Outubro de 2007 19:06
To: Resumo Noticioso Electrónico ARLA
Subject: RE: ARLA/CLUSTER: direitos dos "CT2's"





Longe vão os tempos da disciplina, da moral , do respeito e outros valores 
então dados como os normais para ser um cidadão cumpridor.

não vivi nesse tempo.

mas ainda cheguei a apanhar uma chapadas valentes da minha professora 
primaria, que ainda trazia o custume bem latente, dos metodos do outro 
tempo.

Hoje em dia estas atitudes são impensaveis, na verdade as coisas estão 
invertidas.

Os alunos é que já batem nos professores e escapam impunes, pois  a culpa é 
do professor que não sabe ensinar.

O tempo foi passando e na sociedade foi aparecendo cada vez mais a palavra " 
Direitos". Esta palavra aparece por ai sistematicamente nas bocas dos 
portugueses, seja por que motivo for.

toda  a gente só tem direitos.

São os agricultores com direito aos subsidios porque o governo teve culpa do 
tempo não ter sido favoravel á colheita.

Os pescadores que não pescaram nada  naquela semana, e agora vão passar 
fome.

Os trabalhadores da fabrica A ou B que vai falir e querem saber do subsidio 
de desemprego.

estes casos são frequentes em passam todos os dias em todos os noticiarios.



Isto é um caso tipo de bola de neve, onde todos olhamos para os nossos 
direitos e quando alguem os reclama, logo, e justamente, todos o seguem.



o problema está que todos se esquecem dos deveres e obrigações que os 
cidadãos  teem.



somos um povo que se tornou muito eguista e nunca está satisfeito, quanto 
mais direitos temos, mais queremos ainda.

temos tendencia para contornar as leis, e quando, achamos que não se podem 
contornar, tentamos muda-las para que nos possam servir melhor os 
interesses.

Veja-se que agora para acabar com as más estatisticas dos nossos estudantes 
,que Portugal tem a nivel Europeu , o governo vai literalmente acabar com as 
reprovações por faltas.

Nós radioamadores , já temos uns exames cuja difilculdade é quase ridilula, 
mesmo assim ainda querem exames mais faceis.

Querem acabar com o exame de CW, de Radio electricidade e legislação, depois 
admiram-se que haja um desconhecimento total das leis, da tecnica, e mais 
grave  ainda, da ectica do radioamadorismo.

podem apenas meter como pergunta nos exames apenas o nome, que logo vem 
alguem dizer que os testes deviam acabar,  que são dificeis e que todos 
deviam ter os mesmos direitos daqueles que obtiveram as suas licenças á 
maneira antiga.



O caso  Espanhol, "matou" completamente o radioamadorismo naquele pais.

é o que dizem os EA's.

já ninguem aparece nos exames, os radioamadores antigos estão desmotivados e 
as bandas estão cheias de individuos nada cumpridores das regras do jogo.



Por cá ainda se  vão conseguindo conservar alguns valores, mas não sei até 
quando.

será que vamos ter uma banda do cidadão desde os 137,5KC até 47Ghz?

em EA já é assim, por cá ainda não é e espero bem que não.

73's de CT1FFU

Matias.






Qual é o pais que tem


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From: joao.a.costa  ctt.pt
To: cluster  radio-amador.net
Date: Tue, 30 Oct 2007 17:19:06 +0000
Subject: RE: ARLA/CLUSTER: direitos dos "CT2's"




        Caro Sérgio Matias (CT1HMN),

        Bem e o que dizer a isto,  qualquer colega CT2 que ponha o pé do 
outro lado da fronteira tem todo o direito de operar em todas as bandas de 
amador e amador por satélite em portátil ou móvel entre os 135,7 KHz e os 81 
GHz coisa que não pode fazer legalmente no pais que lhe passa a licença 
CEPT, Portugal, mas que o autoriza pelos acordos internacionais a usufruir 
de direitos que no seu próprio pais não está autorizado.

        Outra também muito interessante, conheço o caso de um colega que é 
CT5 em Portugal e por estar a residir em Espanha é EA4, actualmente. Assim, 
quando vêem a Portugal e desde que opere como CT/EA4xxx/p ou "m" tem os 
mesmos direitos que qualquer cidadão radioamador da categoria A, no entanto, 
se operar a sua estação portuguesa só pode sair em 2m e 70cm e num segmento 
restrito em cada banda.

        Alias, eu espero que esse "projecto" do novo regulamento com 3 novas 
classes e 3 velhas categorias nunca chegue " a ver a luz do Dia" pois então 
é que vale a pena ir estudar e fazer exame a Espanha, para ser radioamador 
em Portugal, coisa que já acontece como sabem com muitos estudantes 
portugueses de outras área muito mais profissionais, como por exemplo, 
Medicina.

        João Costa
        CT1FBF






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