<div dir="ltr"><img src="cid:ii_1612d0acfc32f2df" alt="Imagem intercalada 1" width="688" height="517" style="margin-right: 0px;"><div><br></div><div>O veleiro Santa Maria Manuela (SMM), foi um dos últimos exemplares da lendária Frota Branca Portuguesa a ser construídos para a pesca do bacalhau nos bancos da Terra Nova e Gronelândia, e vai ser activado pela primeira vez pelas YLs-Amateur Radio Ladies-Portugal no próximo sábado, dia 27 de Janeiro de 2018, utilizando para o efeito o indicativo especial <span style="color:rgb(29,33,41);font-family:Helvetica,Arial,sans-serif;font-size:14px">CS2SMM/MM entre as 10:00 e as 16:00 locais ou UTC nas bandas de amador de HF, VHF e UHF.</span></div><div><font color="#1d2129" face="Helvetica, Arial, sans-serif"><span style="font-size:14px"><br></span></font></div><div><font color="#1d2129" face="Helvetica, Arial, sans-serif"><span style="font-size:14px">O navio encontra-se fundeado na </span></font><a class="gmail-_5xhk" href="https://www.facebook.com/marina.parquedasnacoes.3/" id="gmail-u_fetchstream_1_i" style="color:rgb(75,79,86);text-decoration-line:none;font-family:Helvetica,Arial,sans-serif;font-size:14px">Marina do Parque das Nações</a> em Lisboa</div><div><br></div><div>Vai ser atribuída também uma QSL especial patrocinada pela empresa Recheio, do Grupo Jerónimo Martins. <br></div><div><img src="cid:ii_1612d1cbc5b4ba91" alt="Imagem intercalada 2" width="631" height="445" style="margin-right: 0px;"><br></div><div><br></div><div><br></div><div><span style="font-family:Helvetica,Arial,sans-serif;font-size:14px;color:rgb(75,79,86)">Yls -Amateur Radio Ladies de Portugal vão estar a bordo a ativar o navio mais bonito de Portugal, convidam-os a todos a visitarem e conhecer a sua historia. </span></div><div><br style="font-family:Helvetica,Arial,sans-serif;font-size:14px;color:rgb(75,79,86)"><span style="font-family:Helvetica,Arial,sans-serif;font-size:14px;color:rgb(75,79,86)">SMM é um navio lendário que vive nos mares há mais de 80 anos. Enquanto bacalhoeiro foi palco de histórias impressionantes de coragem e emoção. Agora oferece uma experiência única aos apaixonados pelo mar, por viagens e vela. </span></div><div><span style="font-family:Helvetica,Arial,sans-serif;font-size:14px;color:rgb(75,79,86)"><br></span></div><div><span style="font-family:Helvetica,Arial,sans-serif;font-size:14px;color:rgb(75,79,86)">Os destinos para 2018 são fantásticos! </span></div><div><br style="font-family:Helvetica,Arial,sans-serif;font-size:14px;color:rgb(75,79,86)">Mais informações em <a href="https://www.facebook.com/events/663914720399156/">https://www.facebook.com/events/663914720399156/</a> e em <a href="http://www.santamariamanuela.pt/" rel="nofollow noopener" target="_blank" style="color:rgb(54,88,153);font-family:Helvetica,Arial,sans-serif;font-size:14px;text-decoration-line:none"><span style="color:rgb(54,88,153);font-family:inherit;font-size:14px;text-decoration-line:none">http://</span><wbr><span class="gmail-word_break" style="color:rgb(54,88,153);font-family:inherit;font-size:14px;text-decoration-line:none;display:inline-block"></span><font color="#365899" face="Helvetica, Arial, sans-serif"><span style="font-size:14px">www.santamariamanuela.pt/</span></font></a><br></div><div><br></div><div>****************************************************************************************************************************************</div><div><br></div><div>Historia do Navio Santa Maria Manuela.</div><div><p class="gmail-MsoPlainText">10 de Maio de 1937<span></span></p>
<p class="gmail-MsoPlainText">Lisboa vivia um dia especial. Na Rocha do Conde de
Óbidos, em Alcântara, centenas de pessoas amontoavam-se para assistir ao
lançamento à água de dois navios acabados de construir: O Santa Maria
Manuela e o Creoula. Nesse dia os estaleiros da Companhia União
Fabril (CUF) encerraram as portas para permitir que todos participassem na
cerimónia. Os operários distribuíram-se pelo topo das gruas e margens do porto
encostado às águas do Tejo. Todos queriam testemunhar o 'bota-abaixo' dos
navios gémeos construídos em apenas 62 dias para a pesca de bacalhau na Terra
Nova e Gronelândia. O momento foi solene, com a presença do Chefe de Estado e
vários ministros, e representava um marco singular para a indústria naval
portuguesa.</p>
<p class="gmail-MsoPlainText">Vasco Albuquerque d'Orey foi o armador da Empresa de
Pesca de Viana, que encomendou o Santa Maria Manuela aos estaleiros
da CUF. O casco é em aço, detalhe importante para navegar em mares com gelo. O
navio foi batizado com o nome da mulher do armador, Maria Manuela, mãe de 16
filhos.<span></span></p></div><div><p class="gmail-MsoPlainText">As aventuras nos mares do Norte<span></span></p>
<p class="gmail-MsoPlainText">O Santa Maria Manuela foi construído para a pesca do
bacalhau. A partida dos navios para os bancos da Terra Nova e Gronelândia era
um momento muito emotivo com a despedida das famílias e a presença de altas
figuras da Igreja e do Estado. As lágrimas dos familiares contrastavam com o
sentimento de grande expectativa dos pescadores em regressar a Portugal com os
porões dos navios cheios de bacalhau. O peixe era o seu único meio de
subsistência.</p>
<p class="gmail-MsoPlainText">As Campanhas<span></span></p>
<p class="gmail-MsoPlainText">As campanhas duravam cerca de seis meses e iniciavam-se
com uma viagem desde Lisboa. A bordo do navio seguiam cerca de 70 homens
experientes e preparados para enfrentar a agrura dos mares do Norte. Um desses
homens tinha sobre os seus ombros mais responsabilidade do que os outros. Era
ao capitão que competiam as grandes decisões: vencer as tempestades; gerir o
ânimo da tripulação e encontrar o bacalhau. "Durante a viagem um pescador
ficou ferido com gravidade enquanto participava numa manobra de panos na proa
do navio", recorda Vitorino Ramalheira, capitão do SMM em 1966.
"Quando chegámos ao porto de São João, na Terra Nova, o pescador acabou
por falecer. Foi muito dramático e triste." O momento ficou registado pela
câmara de filmar de uma equipa do National Film Board of Canada, que se
encontrava a bordo a realizar o documentário The White Ship. A pesca do bacalhau
à linha estava entre as profissões de maior risco.</p>
<p class="gmail-MsoPlainText">Capitão Vitorino Ramalheira, com os dóris ao fundo<span></span></p>
<p class="gmail-MsoPlainText">Os Dóris<span></span></p>
<p class="gmail-MsoPlainText">No convés do Santa Maria Manuela seguiam dezenas de dóris
– pequenas barcos de fundo chato. As embarcações só desciam à água depois de o
capitão verificar as condições de pescar e dar a ordem: "Vamos arriar com
Deus." Um dóri levava apenas um pescador. Depois de tocarem os mares
gelados cada homem seguia o seu destino, à força de remos ou com o apoio de uma
pequena vela. Por vezes os pescadores afastavam-se várias milhas do SMM, e
desapareciam debaixo de nevoeiro cerrado. Os pescadores passavam 12 horas consecutivas
nos dóris. Lançavam à água centenas de metros de linha com anzóis e isco.
Quando a o dia corria bem um só pescador conseguia apanhar meia tonelada de
bacalhau. Registaram-se casos em que os dóris afundaram com o excesso de peso,
tal era a vontade e entusiasmo dos pescadores. Ao regressarem a bordo os homens
jantavam – sopa, peixe e uma caneca de vinho – e tratavam de escalar e salgar
bacalhau. O SMM só regressava a casa quando os porões estavam cheios de peixe.
"Era o dia mais feliz a bordo, assim que içava a bandeira nacional e
iniciávamos a viagem de regresso a Portugal", conta Vitorino Ramalheira,
antigo capitão do SMM.</p>
<p class="gmail-MsoPlainText">A Frota Branca Portuguesa<span></span></p>
<p class="gmail-MsoPlainText">O Santa Maria Manuela é um dos últimos exemplares da
lendária Frota Branca Portuguesa (Portuguese White Fleet). O nome foi atribuído
pelas comunidades da Terra Nova durante a II Guerra Mundial. Durante esse
período alguns navios foram atingidos por torpedos de submarinos. Após esses
trágicos episódios o Estado Maior Naval decidiu mandar pintar de branco os
cascos da frota de pesca portuguesa. Os bacalhoeiros partiam em comboio desde
Lisboa em direção à Terra Nova e Gronelândia com o nome e bandeira de Portugal
bem visíveis no casco – o nosso país manteve a neutralidade durante o conflito.
Dessa frota mítica – imortalizada no livro A Campanha do Argus, de Alan
Villiers – resta apenas o Santa Maria Manuela, o Argus, o Creoula e o Gazela I.</p>
<p class="gmail-MsoPlainText">Do casco renasce um navio<span></span></p>
<p class="gmail-MsoPlainText">O Santa Maria Manuela sofreu várias alterações
estruturais ao longo dos anos. Desde a retirada de mastros à instalação de uma
ponte de comando. Foi acompanhando a evolução dos tempos que ditou o fim da
pesca à linha e dos dóris. Em 1993 foi considerado obsoleto e desmantelado,
sobrando apenas o casco de aço. No ano seguinte nasceu a Fundação Santa Maria
Manuela, um projeto que reunia 17 instituições e um objetivo: recuperar o
navio. Mas só em 2007, depois de o casco ser adquirido pela empresa Pascoal é
que se iniciou a recuperação. O projeto demorou quatro anos a concluir. No dia
10 de Maio de 2010 – data do 73.º aniversário – o SMM surgiu à entrada da barra
de Aveiro com as velas içadas e o casco pintado de branco para atracar no seu
novo cais, na Gafanha da Nazaré (onde está situada a sede da Pascoal). Era o
primeiro dia da segunda vida do navio. Em novembro de 2016, o Santa Maria
Manuela foi comprado pela empresa Recheio, do Grupo Jerónimo Martins. O SMM tem
condições únicas para viagens oceânicas, eventos, festas e formação de mar.</p><p style="font-variant-numeric:normal;font-variant-east-asian:normal;background-color:transparent;color:rgb(29,33,41);font-family:Helvetica,Arial,sans-serif;font-size:14px;margin:6px 0px">A visão perspicaz do armador atual, permitiu a criação de uma cultura de treino de mar, expedições, explorações e desenvolvimento de equipas a bordo do Santa Maria Manuela. Traines são bem-vindos a bordo como membros da equipa e é lhes dado a oportunidade única de experienciar verdadeiramente como é navegar e viver neste fantástico veleiro.</p></div><div><br><div><br></div></div></div>