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<p dir="ltr"><a href="http://www.publico.pt/autor/teresa-firmino">TERESA FIRMINO</a>Â </p>
<p dir="ltr">29/10/2014 - 14:40</p>
<p dir="ltr">Os dois principais centros de ciências do espaço do paÃs fundiram-se para serem mais competitivos a nÃvel internacional.<br></p>
<p dir="ltr">O Observatório Astronómico de Lisboa é a casa do novo instituto na capital<br></p>
<p dir="ltr">Lisboa e Porto uniram-se na astronomia e os seus dois centros de investigação do Universo e do espaço estão a caminho de se tornarem um só – o Instituto de AstrofÃsica e Ciências do Espaço, que conta neste momento com um total de 90 cientistas, 27 dos quais alunos de doutoramento.</p>
<p dir="ltr">Anunciada esta quarta-feira em comunicado, a fusão entre o Centro de AstrofÃsica da Universidade do Porto (CAUP) e o Centro de Astronomia e AstrofÃsica da Universidade de Lisboa (CAAUL) permite assim a criação do maior instituto de investigação do paÃs nesta área. Mais de dois terços dos cientistas que trabalham em ciências do espaço em Portugal fazem agora parte do novo instituto, como refere <a href="http://www.iastro.pt/">o seu </a><i><a href="http://www.iastro.pt/">site</a></i>.</p>
<p dir="ltr">A origem e evolução de estrelas e planetas, as galáxias, a cosmologia, a evolução do Universo e a instrumentação cientÃfica estão entre as principais áreas de investigação do novo instituto, que continua a manter os pólos de Lisboa e do Porto.</p>
<p dir="ltr">Os primeiros passos para esta junção remontam a 2007, quando as duas maiores instituições portuguesas de astronomia começaram a colaborar cientificamente. Em 2013 decidiram-se a avançar para a fusão e agora encontram-se em fase de transição para essa nova realidade. “Desde o final de 2013 que estamos a funcionar de modo crescente como uma única unidade – todos os projectos que temos feito têm sido em conjunto –, com o objectivo de a partir de 1 de Janeiro de 2015 estarmos a funcionar como um único institutoâ€, refere ao PÚBLICO José Afonso, director do novo Instituto de AstrofÃsica e Ciências do Espaço. Agora, acrescenta, considerou-se oportuno divulgar a sua existência.</p>
<p dir="ltr">A partir do próximo ano, o instituto deverá então começar a funcionar já com um orçamento único (com a atribuição de dinheiro destinado a despesas de funcionamento resultante da avaliação em curso aos centros de investigação do paÃs por parte da Fundação para a Ciência e a Tecnologia e que está a gerar controvérsia).</p>
<p dir="ltr">Porquê a fusão? “Este processo pretende dar ainda mais capacidade de afirmação internacional à astronomia portuguesaâ€, explica José Afonso. “Faz todo o sentido a defesa do interesse nacional em organismos internacionais: estamos muito focados na participação no Observatório Europeu do Sul [ESO, uma organização de astronomia] e na Agência Espacial Europeia [ESA]. E neste momento, com o Instituto de AstrofÃsica, temos massa crÃtica suficiente para podermos participar com outra força nos projectos destas duas instituições com maior relevância do que até agora.â€</p>
<p dir="ltr">O astrónomo sublinha que as ciências do espaço são a área de investigação que em Portugal tem maior impacto internacional. “É um caso notável no panorama europeuâ€, diz. Por exemplo, é a área cientÃfica que tem a média mais alta de citações por artigo cientÃfico, um parâmetro que indica a importância da investigação realizada.<br>
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<p dir="ltr"> Fonte: Jornal Público<br>
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