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<p><span class="artigo-autor">por Lusa, texto publicado por Paula Mourato</span> 
<div style="MARGIN-BOTTOM:5px;MARGIN-LEFT:10px"></div><img id="Photo4201" name="Photo" alt="Trovoadas podem estar a aumentar em Portugal" src="http://www.dn.pt/storage/DN/2013/big/ng2856625.JPG?type=big&amp;pos=0" width="420">
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<div class="blc-artigo-txt-n1"><span id="NewsSummaryContent">
<p id="NewsSummary" class="artigo-intro">O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) está a estudar um possível aumento das trovoadas em Portugal e quer reforçar a rede de observação para poder fazer previsões com meia hora de antecedência. </p>
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<p>&quot;Tem sido evocado pelos operadores igualmente um aumento de trovoadas atmosféricas e temos um grupo a trabalhar nesse assunto&quot;, com colaboração da EDP Distribuição, disse à Lusa o presidente do IPMA, Jorge Miranda. </p>

<p>O presidente do IPMA especificou que &quot;existe, aparentemente, um aumento significativo de trovoadas em Portugal, em particular no continente, e vai ser absolutamente necessário reforçar a rede de observação&quot;.</p>

<p>O tema faz parte do trabalho conjunto que o instituto desenvolve com entidades parceiras de outros países, como a China, já que &quot;este aumento não está a ser observado apenas em Portugal&quot;, mas também com as empresas e instituições dos setores afetados.</p>

<p>&quot;Não temos ainda uma avaliação científica do assunto&quot;, mas &quot;estamos a rever todos os dados das últimas décadas para detetar se existem sinais de variação e encaramos seriamente, em colaboração internacional, o reforço da rede de observação&quot;, realçou Jorge Miranda.</p>

<p>Entre as atividades mais afetadas pelos fenómenos naturais, como vento ou trovoada, estão as telecomunicações, a rede de distribuição energética e a aviação.</p>
<p>&quot;Alguns parâmetros de variação do clima têm sido detetados em particular pelas empresas que trabalham no território nacional e que são muito sensíveis às variações das condições atmosféricas que envolvem o vento e, no ano passado, tivemos dois ou três acontecimentos de máximos de vento com prejuízos muito significativos nas linhas de transmissão de energia&quot;, explicou.</p>

<p>Jorge Miranda salientou que este é um trabalho de &quot;enorme responsabilidade&quot; pois qualquer variação cientificamente estabelecida poderá envolver variações dos prémios dos seguros, dos níveis de responsabilidade, dos standards de construção dos edifícios e das linhas de transmissão. </p>

<p>&quot;Só uma autoridade independente que não dependa de interesses, para quem o país seja a única prioridade, é que tem a capacidade de fazer este tipo de avaliação&quot;, defendeu o presidente do instituto.</p>
<p>A frequência dos fenómenos meteorológicos extremos parece estar a aumentar, mas a capacidade do IPMA de seguir estas situações &quot;é razoável&quot;, garantiu Jorge Miranda.</p>
<p>Realçou que, se o IPMA terminar a rede de radares e melhorar a rede de trovoadas, será capaz de &quot;seguir com uma hora ou meia hora de antecedência todos os fenómenos extremos&quot;, o que já é realizado para a aviação.</p>

<p>Os operadores de telecomunicações, de energia ou transportes &quot;vão ter de se preparar na próxima década para modificações na forma de trabalhar, para saber gerir a informação de que, por exemplo, há um pico de vento previsto para a próxima meia hora&quot;, resumiu o presidente do IPMA.</p>
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