ARLA/CLUSTER: RadiocomunicaÁűes Cidad„s

Jo„o Paulo Saraiva A.E. CT1EBZ joaosaraiva112 gmail.com
Domingo, 10 de Junho de 2018 - 15:43:46 WEST


*Porque insisto eu neste conceito?*
<https://4.bp.blogspot.com/-P_t_6ynR0PM/Wx01OAjYacI/AAAAAAAAIv0/irEsdbhBDf84xVa-LlrCBic_apHDWV_oQCLcBGAs/s1600/Cobra%2B148%2BGTL%2B9.png>Porque
ao longo de muitos anos, ano após ano vi olhos nos olhos pessoas
desesperadas em inc√™ndios, tornados, cheias e inunda√ß√Ķes, ciclones, e
outras situa√ß√Ķes adversas, gritar e chorar de desespero, sem rede te
telemóvel ou rede fixa, e sem ter sequer como pedir ajuda à povoação mais
pr√≥xima. Porque me apercebi de que nestas e outras situa√ß√Ķes √© fundamental
ter como comunicar para coordenar a ajuda de proximidade, ou simplesmente
avisar alguém que vai na direcção do perigo, ou que o perigo vai na sua
direcção.

*Porque insisto eu para que em caso de previsível ou verificado acidente
grave ou catástrofe todos escutem as frequências de emergência e outras
onde seja possível haver pedidos de ajuda / socorro, para falar com os
bombeiros ou com a protecção civil?*
Nada disso, n√£o estaria a ser realista. H√° muito que as corpora√ß√Ķes de
bombeiros, unidades da cruz vermelha, PSP, GNR, Polícia Marítima, e
protec√ß√£o civil se divorciaram das popula√ß√Ķes deixando-as em caso de falha
de telecomunica√ß√Ķes de acesso p√ļblico √° merc√™ da pr√≥pria sorte. O meu apelo
para que escutem o canal 9 no CB, os canais PMR446, as frequências de
chamada de radioamador e os seus retransmissores mais próximos da
ocorr√™ncia, √© para que as popula√ß√Ķes se possam entreajudar, e coordenar a
sua acção ou simplesmente avisarem-se da proximidade do perigo. Ao longo de
anos testemunhei que em muitos casos a tragédia podia ser evitada, vi
feridos e cad√°veres , alguns
<https://3.bp.blogspot.com/-OEahkfxRo4w/Wx01u-yKTRI/AAAAAAAAIv8/tI1Duaa4yZ0Ol52fAt6Mx41AWqNo3PjfwCLcBGAs/s1600/CRT_2000.jpg>
queimados (muitos destes bombeiros), afogados, e em tantas outras situa√ß√Ķes
que uma simples comunicação rádio poderia ter evitado.


*Porque me dedico tanto √†s radiocomunica√ß√Ķes, ser√° para ganhar dinheiro?*
*Não.* Embora no passado tenha sido o meu modo de vida como técnico na
instalação e reparação de radiotelefones, tendo estado ligado a algumas das
mais conceituadas marcas como a Motorola, entre outras, o que pretendo na
actualidade √© possibilitar √†s pessoas as melhores solu√ß√Ķes e,
possibilitar-lhes que usufruam do meu know-how por um lado para que n√£o
sejam ludibriadas, por outro para que obtenham equipamentos na melhor
relação preço qualidade, e por outro ainda para lhes possibilitar a
optimiza√ß√£o das caracter√≠sticas dos seus equipamentos dentro dos par√Ęmetros
legais, de modo a aumentar a possibilidade de quando deles necessitarem
para situa√ß√Ķes de emerg√™ncia, corresponderem √†s expectativas e
possibilitarem proteger e salvar. Trata-se de algo que faço por paixão,
porque converge em simbiose duas √°reas que estudo permanentemente, as
radiocomunica√ß√Ķes e a protec√ß√£o civil.
Era eu radioamador h√° apenas um ou dois anos, e j√° l√° v√£o mais de 30 anos,
quando comecei a insistir que o INEM devia ter r√°dio de amador para receber
pedidos de socorro, pois, onde eu morava em criança e jovem, junto a uma
estrada nacional hoje conhecida por IC19, assisti a in√ļmeros acidentes,
muitos destes mortais, e nem sempre era possível ligar 115, nem sempre
havia rede, e por vezes a menina da central telefónica dos TLP (telefones
de Lisboa e Porto) demorava a atender a chamada, para depois transferir
para a central 115, naquele tempo não havia INEM, surgiu foi o SNA Serviço
Nacional de Ambul√Ęncias. Ainda crian√ßa, vi muitos atropelamentos, alguns
mortais, vi gente morrer carbonizada em viaturas, e, um meu irm√£o que viria
a falecer mais tarde com 11 anos, acabou por ser transportado algumas vezes
pêlos meus pais ao hospital, por constrangimentos diversos de comunicação e
disponibilidade de meios, para além de negligência que determinara a sua
morte. Na altura que eu comecei a defender r√°dios de amador no ent√£o INEM
acabado de surgir, j√° existia por vezes alguma dificuldade em contactar as
corpora√ß√Ķes de Bombeiros por telefone ou por r√°dio CB, mas havia sempre
alguém pronto a ajudar à escuta, e muitas vidas foram salvas com alertas
via r√°dio CB.
Para quem como eu viveu esta realidade, temos certamente dificuldade em
aceitar que se tenha regredido e aumentado a dificuldade de comunicar em
situa√ß√Ķes de emerg√™ncia. Para quem como eu ouviu pedidos de socorro vindos
do mar no r√°dio CB e alertou via 115 que por sua vez accionou os meios de
socorro, é difícil aceitar que não exista solução para que mais vidas sejam
poupadas ao sofrimento ou à morte por problemas de comunicação. Mas estes
meus apelos para melhorar a comunicação entre cidadãos e serviços de
emergência sempre foram criticados, na maioria dos casos por dirigentes de
associa√ß√Ķes de radioamadores ou de clubes e associa√ß√Ķes de ceb√™istas.

N√£o importa que as associa√ß√Ķes de Bombeiros ou a Cruz Vermelha (que agora
at√© tem um n√ļmero de telefone dedicado a isso que em muitos casos n√£o vai
funcionar) não queiram lá o rádio CB, ou que os serviços de protecção civil
n√£o o liguem. Seria bom que os tivessem e ligassem, mas divorciaram-se das
popula√ß√Ķes, hoje tudo se resume a servi√ßos pagos, e a emerg√™ncia tornou-se
um neg√≥cio de ‚Äúmercen√°rios‚ÄĚ. Se a popula√ß√£o tiver radiocomunica√ß√Ķes cidad√£s
quem está em aflição pede socorro, e de entre quem ouvir o pedido de
socorro e estiver mais próximo dos meios de socorro ou de um telemóvel ou
telefone que funcione faz o alerta para expectável consequente activação
dos meios de socorro.
Mas não esperam que haja sempre meios de socorro, e não sejamos hipócritas
ao ponto de crer que gente a ficar sem socorro só aconteceu em 2017, pois
ano após ano se viram imagens na TV (para quem não as viu ao vivo), de
gente a chorar de desespero onde os meios de socorro não chegaram, é por
isto que importa que as popula√ß√Ķes se organizem, formem, equipem, e
treinem, para que quando os meios de socorro n√£o chegarem, n√£o se limitem a
lágrimas, rezas e gritos que não salvam ninguém.
Eu sei que as radiocomunica√ß√Ķes cidad√£s s√£o contr√°rias aos interesses dos
operadores de telecomunica√ß√Ķes, aqueles que s√≥ garantem a cobertura outdoor
em quase 90% do território de Portugal continental e que falseiam
resultados com a coniv√™ncia da Autoridade Nacional de Comunica√ß√Ķes, quando
a cobertura indoor na realidade n√£o ultrapassa os pouco mais de 60%, mas o
que para mim é importante são os comuns cidadãos, embora a maioria deles se
esteja nas tintas para tudo isto, ou mesmo para a sua capacidade de
autoprotec√ß√£o e resili√™ncia. √Č por isso que a minha dedica√ß√£o e afinco tem
de ser ainda maior, para que consiga sensibilizar os mais distraídos, no
sentido de uma cultura de segurança colectiva, rumo a um futuro com mais
sorrisos e menos l√°grimas evit√°veis.
Em caso de previsível ou verificado acidente grave ou catástrofe, ligue o
r√°dio, escute o canal 9 CB em AM/FM e o 34 em LSB, escute os canais PMR446
com especial atenção ao canal 7 sub-canal7, e se for radioamador escute os
145.500MHz e os 433.500MHz, bem como os repetidores mais próximos dos
locais da ocorrência, você pode ajudar alguém, ou até salvar uma ou várias
vidas, uma delas pode ser um seu familiar ou amigo, pense nisso!

Digo eu, que n√£o percebo nada disto!

O socorrista do povo


http://joaosaraiva112.blogspot.com/2018/06/radiocomunicacoes-cidadas.html

-- 
Melhores Cumprimentos,

*João Paulo Saraiva* Amaral da  Encarnação (CT1EBZ)

Telefone M√≥vel: 910 910 112 *(n√ļmero de servi√ßo, caso n√£o atenda eu pedir
para transferir para mim) *
Largo √Ālvaro Pinheiro Rodrigues, n¬ļ 7 R/C B - 2790-471 Carnaxide - Oeiras -
Portugal

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