ARLA/CLUSTER: Re: Podemos estar à beira da descoberta da quinta força da natureza.

João Costa > CT1FBF ct1fbf gmail.com
Quarta-Feira, 17 de Agosto de 2016 - 17:12:55 WEST


A quinta força fundamental ajudaria a explicar as origens da matéria
escura, que forma 26% do universo


Até onde se sabe, o universo é composto por quatro forças
fundamentais: o eletromagnetismo, a força nuclear fraca, a força
nuclear forte e a gravidade, que se tornou a atual queridinha dos
físicos, depois da comprovação da existência das ondas gravitacionais
— responsável por mudar toda a física como a conhecemos hoje.

Mas a vida dos cientistas ficou ainda mais agitada quando físicos da
Academia Húngara de Ciência descobriram evidências da existência de
uma quinta força fundamental da natureza, que poderia explicar as
origens da matéria escura, um dos maiores mistérios do universo — isso
porque ela forma 26% do cosmo e os astrónomos não têm ideia do que
seja ela, os outros 70% são formados por energia escura e apenas 4% do
universo é conhecido por nós.

Agora, um grupo de cientistas autónomos analisou novamente os
resultados dos húngaros e publicou um estudo no periódico Physical
Review Letters, confirmando que, de fato, as evidências da existência
da quinta força da natureza fazem sentido.

É verdade que um estudo mais detalhado pode derrubar a teoria, mas os
pesquisadores estão bastante animados. “Se confirmarmos a existência
desta quinta força, isso muda todo o nosso entendimento do universo,
já que unificará as forças existentes e a matéria escura”, afirma o
coordenador da pesquisa Jonathan Feng, da Universidade da Califórnia,
na divulgação da pesquisa.

O experimento húngaro

Mas o que os húngaros viram naquele primeiro experimento? Ao disparar
fótons em lítio-7, os cientistas descobriram, nas cinzas nucleares, um
novo tipo de bóson, que era apenas 30 vezes mais pesado do que um
elétron, e que não estava previsto no Modelo Padrão da física de
partículas — o melhor conjunto de equações que temos para entender o
universo.

De acordo com este modelo, cada uma das forças fundamentais tem um
bóson correspondente, com excessão da gravidade, que tem um bóson
chamado “gráviton” previsto pelo Modelo Padrão, mas que nunca foi
verificado.

O estranho deste novo bóson é que ele interage apenas com eléctrons e
neutrons, e mesmo assim de forma muito limitada, o que faz com que ele
seja bem difícil de detectar. “Não existe nenhum outro bóson com estas
características”, afirmou um dos pesquisadores Timothy Tait. “Por
isso, às vezes, o chamamos de ‘bóson X’, sendo que o ‘X’ significa
desconhecido.”

É por isso que os cientistas suspeitam que ele seja o responsável por
carregar a tal quinta força fundamental. O problema é que precisamos
de mais alguns testes para ter mais certeza. Segundo os pesquisadores,
a comprovação pode vir em até um ano.

E o que aconteceria caso a descoberta se comprovasse? A quinta força
poderia se juntar ao eletromagnetismo e as forças nucleares fraca e
forte, formando uma espécie de “Liga da Justiça” da física — podendo
interagir de tal forma que nos traria explicações sobre a natureza da
matéria escura.

Tudo ainda é muito prematuro, mas a comunidade científica está animada
com as possibilidades que isso pode trazer.

Em 17 de agosto de 2016 16:18, João Costa > CT1FBF <ct1fbf  gmail.com> escreveu:
> FÍSICOS CONFIRMAM DESCOBERTA DA QUINTA FORÇA DA NATUREZA
>
> 17 Agosto, 2016 por ZAP
>
>
> A quinta força da natureza poderá ajudar-nos a compreender o que
> mantém a coesão das galáxias
>
> Há quatro forças fundamentais da natureza: a gravidade, o
> electromagnetismo e as forças nucleares forte e fraca. Mas descobertas
> recentes parecem confirmar a existência de uma quinta força
> fundamental da natureza.
>
> A descoberta do que parecia ser uma quinta força da natureza foi
> inicialmente feita o ano passado, quando uma equipa da Academia
> Húngara de Ciências revelou que tinha disparado protões em lítio-7 e,
> nas cinzas nucleares, tinham detectado um novo bosão super leve que
> era apenas 34 vezes mais pesado do que um electrão.
>
> Agora, novas descobertas realizadas por físicos teóricos da
> Universidade da Califórnia, em Irvine, nos EUA, apontam para a
> identificação de uma partícula subatómica previamente desconhecida –
> que pode ser a prova da exisêtncia de uma quinta força da natureza.
>
> O novo estudo foi publicado a semana passada na revista Physical Review Letters.
>
> “Se se confirmar, é revolucionário”, disse Jonathan Feng, professor de
> física e astronomia e  autor principal do estudo, ao portal Phys.org.
>
> “A descoberta de uma quinta força iria mudar completamente a nossa
> compreensão do universo, com consequências para a unificação das
> forças e matéria escura”, acrescenta Feng.
>
> Os investigadores tiraram as suas conclusões a partir do estudo feito
> por físicos nucleares experimentais da Academia de Ciências da
> Hungria, em 2015.
>
> Os cientistas húngaros estavam originalmente à procura de “fotões
> escuros”, a matéria escura invisível que provavelmente compõe cerca de
> 85% da massa do universo.
>
> O trabalho dos húngaros permitiu identificar uma anomalia – um
> decaimento radioactivo – que apontava para a existência de uma
> partícula de luz 30 vezes mais pesada do que um electrão.
>
> No entanto, os investigadores húngaros não puderam garantir a nova
> partícula indicava que se estaria em presença de  uma nova força – não
> era claro se a anomalia era uma partícula de matéria ou uma partícula
> que transmite força.
>
> O grupo da Universidade da Califórnia estudou os dados dos
> investigadores húngaros, bem como todas as outras experiências
> anteriores nesta área, e os dados obtidos contrariam fortemente a
> ideia de que seja uma partícula de matéria – fotões escuros.
>
> Em consequência, propuseram uma nova teoria que sintetiza todos os
> dados existentes, a qual aponta no sentido de que estamos perante uma
> quinta força fundamental.
>
> Bósão protofóbico x
>
> O novo estudo demonstra que, em vez de se tratar de um fotão escuro, a
> partícula descoberta pelos húngaros pode ser um “bosão protofóbico x”.
>
> Enquanto a força eléctrica normal age sobre electrões e protões, esse
> bosão interage apenas com electrões e neutrões, e numa gama
> extremamente limitada.
>
> Segundo Jonathan Feng, há a possibilidade de essa quinta força da
> natureza estar ligada às forças electromagnética e nuclear forte e
> fraca, como “manifestações de uma força maior e mais fundamental”.
>
> Uma parte fundamental do Modelo Padrão da Física é que tudo no
> universo é controlado por apenas quatro forças fundamentais –
> gravidade, eletromagnetismo e as forças nucleares forte e fraca -, que
> explicam todo o comportamento e as partículas que vemos no universo.
>
> A gravidade é responsável por manter juntos os planetas e a força
> eletromagnética é responsável por manter as nossas moléculas juntas.
> Por outro lado, a força nuclear forte é a “cola” dos núcleos atómicos,
> enquanto a força nuclear fraca ajuda alguns átomos a passarem pelo
> decaimento radioativo.
>
> Mas há algum tempo que vários físicos avançam com a ideia de que
> certos aspectos do Universo – como por exemplo, o que mantém a coesão
> das galáxias – só poderiam ser explicados pela existência de uma
> quinta força fundamental da natureza.
>
> (dr) futurism.com
>
> A quinta força fundamental da Natureza
>
> Poderemos portanto estar a assistir ao emocionante momento em que a
> ciência faz uma descoberta paradigmática, que muda a nossa forma de
> entender o mundo.
>
> No entanto, Feng observa que novas experiências são cruciais para
> confirmar os resultados.
>
> “A partícula não é muito pesada, e os laboratórios têm as energias
> necessárias para produzi-la desde os anos 50″, diz Feng.
>
> “A razão pela qual tem sido difícil encontrá-la é que as suas
> interacções são muito fracas“, explica o físico.
>
> Assim, espera Feng, físicos de todo o mundo podem estudar a partícula
> descoberta, confirmar os dados obtidos, e partir para novas
> descobertas.
>
> Como muitos avanços científicos, esta descoberta revolucionária abre
> inteiramente novos campos de investigação para os físicos.
>
> E mais do que, como diz Feng, mudar a nossa compreensão do Universo,
> poderá fazer luz sobre aspectos do Universo que ainda nem sabemos que
> desconhecemos.



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